História da foto do Chupetinha

Lilo Clareto

Já se passaram 35 anos desde que tive meu primeiro contato com o mundo da fotografia, presenciando, entre encantado e perplexo, a revelação de uma foto, na penumbra avermelhada de um laboratório. Era 1976 e ia completar 16 anos.

Chegando aos 26 tive outra revelação, quando fui apresentado ao fotojornalismo - atividade que me arrebatou e deu sentido a tudo o que eu havia aprendido nos dez anos anteriores. E me fez crer na fotografia como profissão.

Após um ano no Diário do Povo, em Campinas, a vida tratou de me conduzir para São Paulo. Em 1988 fiz meus primeiros "frilas" no Diário Popular e, pouco depois, fui para O Estado de São Paulo, onde, após trabalhar como free-lancer por três anos, fui contratado. Permaneci por lá até 2000.

Foram doze anos de muito aprendizado, experiências gratificantes e grandes coberturas nacionais e internacionais. E foi nesta casa, na qual me orgulho por ter trabalhado e participado da história, que conquistei alguns prêmios. São dessa fase a maioria das fotos do meu portfólio de fotojornalismo.

Ao final de 1999 tive a honra de ser convidado para compor a equipe da Revista Época. Convite aceito, assumi o posto no início de 2000.

A mudança de linguagem de jornal para a linguagem fotográfica praticada na revista foi um grande desafio para mim naquele momento. Essa mudança fica visível nas fotos produzidas para a Época.

Foi um período marcado pelo aprendizado do uso das luzes dos flashes, da foto mais pensada, da iluminação planejada e da experiência das grandes reportagens.

Nessa modalidade tive oportunidade de realizar viagens inesquecíveis por todos os cantos do Brasil, compondo parcerias com os jornalistas da casa. Devo destaque especial para a parceria com a querida amiga Eliane Brum. Parceria que marcou minha história e deu convicção à minha alma de jornalista. Foram tantas e tão marcantes as reportagens que pudemos sentir que, naquele momento, resgatávamos o antigo conceito de "dupla de reportagem".

Em 2007, atento às necessidades das empresas com relação à produção de imagens, voltando meu foco para clientes que já atendia, me desliguei do trabalho formal das redações e passei a prospectar novos clientes, com foco na comunicação corporativa.

Hoje vivo as dificuldades e os prazeres da caminhada solo. E longe da segurança do emprego fixo, venho acrescentando clientes e parceiros à minha carteira. Com trabalhos realizados para clientes como o Hospital Sírio Libanês, instituição que aprendi a respeitar e admirar ao longo de 5 anos de sólido relacionamento profissional, além de Alfapress, Klaumonforma, Grupo SEB, Givaudan, UNICEF, Protege e Magneti Marelli, entre outros, tenho aplicado o meu olhar de fotojornalista nas mais variadas necessidades de comunicação do mundo corporativo. E feliz por exercer meu antigo amor à fotografia.

Porque a fotografia está em tudo. E, para mim, fotografia é tudo.